domingo, 14 de agosto de 2016

Nossa Senhora de Bermont; devoção de Santa Joana d'Arc

Santa Joana d'Arc. Miniatura do século XV.
Santa Joana d'Arc. Miniatura do século XV.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A história de Santa Joana d’Arc é muito conhecida. No auge da decadência da França no século XV, Deus decidiu salvar essa nação filha primogênita da Igreja. E para que ficasse muito claro que era o poder de Deus que fazia isso, e não o poder dos homens, usou como instrumento uma moça, Joana d’Arc.

Ela conseguiu o que parecia impossível: coroar o rei da França na catedral de Reims, e que os ingleses fossem expulsos do país.

Convinha para os planos de Deus que fosse uma jovem, não um cavaleiro, e igualmente que ela fosse uma jovem simples.

Joana era pastora em uma cidadezinha simpática, mas minúscula — Domremy.

A casa onde ela nasceu está ao lado da igreja, e a basílica de Domremy — construída em fins do século XIX no local onde apareciam a ela São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida — que dista dois quilômetros de sua casa, parece enorme em relação à pequena população local.

Leia a gloriosa epopeia e a história do processo e da glorificação de Santa Joana d'Arco

Joana era uma típica pastora da época, com muita piedade. Costumava ir a uma pequena capela no meio duma colina, construída no século XII, onde moravam uns eremitas que administravam pequena hospedagem para os viajantes.

Joana d’Arc ia todos os sábados a pé da sua casa até a capela, a uns três quilômetros, para levar velas à imagem da Virgem.

Esta imagem, conhecida como Notre Dame de Bermont, tem um metro de altura e é talhada em madeira. É uma boa imagem, mas simples, não uma obra de arte.

Como nas imagens clássicas da piedade popular da época, Nossa Senhora usa coroa e cetro; num braço sustenta o Menino Jesus, o qual tem uma pomba nas mãos.

Nossa Senhora de Bermont
Nossa Senhora de Bermont.
Todas as testemunhas dos processos feitos para reabilitar Santa Joana d’Arc são unânimes em afirmar que ela tinha muita devoção a Nossa Senhora representada por essa imagem.

Não consta que a imagem tenha sido ocasião de algum milagre, nem sequer que alguém tenha recebido alguma graça especial diante dela.

Mas ficou o elo espiritual entre Santa Joana d’Arc e sua imagem preferida.

Com a decadência religiosa que se acentuou nos anos 60 do século XX, a capela ficou a ser pouco frequentada, motivo pelo qual foi decidido trasladar a imagem das colinas onde estava para a basílica de Domremy (conhecida como basílica de Bois-Chenu), onde se encontra atualmente.

A imagem é piedosa, bem feita. Ela nos leva a outra época histórica, na qual se encontrava em perigo uma nação especialmente querida pela Divina Providência.

Se a França desaparecesse como nação, o prejuízo atingiria toda a Civilização Cristã. Deus teve misericórdia dela e outorgou a Joana d’Arc sua bela vocação.

Há semelhanças com os dias de hoje. Quantas nações queridas por Deus estão em perigo! E que perigos!

Devemos rezar especialmente por aqueles que têm a missão de conduzir essas nações rumo à realização da sua vocação histórica, para que sejam fiéis e carreguem com constância e ufania as cruzes inerentes à sua atuação.

E também devemos pedir especialmente a Nossa Senhora que, assim como uma vez Ela outorgou tão bela vocação a quem rezava diante de sua imagem, hoje também tenha pena da Civilização Cristã ameaçada e outorgue novas vocações para defender tão preciosa herança.



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domingo, 31 de julho de 2016

Hino “Este é o verdadeiro mártir”

A palma do martírio: símbolo dos mártires
A palma do martírio: símbolo dos mártires
Luis Dufaur
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Hino:


Este é o verdadeiro mártir


Este é o verdadeiro mártir, /
que derramou seu sangue pelo nome de Cristo, /
que não teve medo das ameaças dos juízes /
e não procurou o prestígio social, /
e assim conquistou o reino celeste.


Autor: Sebastián de Vivanco (Ávila, 1551/Salamanca, 1622)



Original em latim


Veja vídeo
“Este é
o verdadeiro mártir”
Hic est vere Martyr,
qui pro Christi nomine, sanguinem suum fudit,
qui minas iudicum non timuit,
nec terrenam dignitatem quaesivit,
sed ad caelestia regna pervenit.





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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mariazell "A cela de Maria", o santuário mais visitado da Europa Central


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma pequena cela de um monge, transformada em monumental basílica, é hoje o santuário mais visitado da Europa Central. Peregrinos recorrem à milagrosa imagem de Nossa Senhora desse santuário da Áustria.

Foi no ano de 1157 que o abade Otker, do mosteiro beneditino de São Lamberto, enviou Magno, um de seus monges, para pregar num dos rincões de sua vasta jurisdição. Magno preparou-se para a missão. Havia ainda naquelas longínquas plagas muitos pagãos, ao longo dos sombrios vales entre altas montanhas. Magno temia o desamparo, uma vez em missão.

Surgindo dificuldades, com quem se aconselharia? A quem pediria socorro? Por isso levou, com licença superior, uma pequena imagem de Nossa Senhora, talhada em madeira de tília.

O milagre de Mariazell

Aproximando-se o Natal, dirigiu-se Magno a um povoado, onde desejava pregar "aos que viviam em cego paganismo" e dar também assistência espiritual aos cristãos. A aldeia ficava mais longe do que ele pensava. Viajava o santo religioso vários dias, sem viva alma encontrar.

Estaria perdido? O rumo que havia tomado era correto? Seus mantimentos chegavam ao fim. Impossível retornar ao ponto de partida, onde deixara conhecidos. Não havia estradas nem caminhos batidos, naquele tempo. Numa senda pedregosa escurecida pela floresta, íngreme subida estreita e perigosa.

Uma grande pedra, desprendida do alto, barrava-lhe o caminho. Impossível movê-la. Magno não tinha a quem pedir ajuda.

Voltou-se então fervorosamente a Nossa Senhora, através da pequena imagem que levava.

Em oração, viu de repente o grande bloco fender-se, deixando-lhe livre a passagem. Nesse lugar, no penhasco de Sigismundberg, não muito longe de Mariazell, se encontra hoje uma capela, chamada "Origem de Mariazell".

Uma vez em seu destino, Magno narrou a todos o acontecido. Curiosos, uns e outros começam a se aproximar da imagem, que convidava à confiança. Aos poucos pedem graças, e são concedidos em abundância. Multiplicam-se os fiéis. Magno coloca respeitosamente a imagem sobre um tronco de árvore e começa a construir uma cela (termo que designa, nos mosteiros e conventos, o pequeno quarto dos religiosos), que serviria ao mesmo tempo de capela para sua Protetora e de abrigo para ele.

Nessa cela, ambos começam a prodigalizar benefícios a quem pedia: ele dá assistência espiritual, conforme a ordem recebida de seu superior; Ela faz milagres. Assim, a cela do monge, onde estava a pequena imagem, tornou-se procurada por crescente número de fiéis. A "Cella Mariae", Mariazell (Cela de Maria, em português), deu nome ao lugar.

Multidões passaram a visitá-lo. Uma igreja foi construída por volta de 1200, oferecida pelo conde Henrique de Mähren e sua esposa, assim honrando a milagrosa estátua após cura de grave doença.

Essa igreja transformou-se em basílica, que é o santuário mais visitado da Europa Central. Nela se encontra, sob o altar principal, aquele tronco cortado por Magno, primeiro altar da imagem..

E a pequena Maria, atraindo ainda hoje peregrinos de todas as nações que outrora pertenceram ao Império Austro-húngaro, tem hoje o título de Magna Mater Austriae, Magna Domina Hungarorum, Alma Mater Gentium Slavorum (Grande Mãe da Áustria, Rainha dos Húngaros e Senhora dos Povos Eslavos).

Não só orações foram ali atendidas, mas também inúmeras curas de doenças do corpo e da alma. Não faltaram conversões.

Na basílica se vêem incontáveis ex-votos, quadros retratando milagres, presentes feitos ao santuário em agradecimento de favores extraordinários e de curas obtidas pela intercessão da Mãe de Deus. O livro "Mariazell", de Iolanthe Habwander, narra alguns fatos impressionantes ali acontecidos.

O Padre Anton Maria Schwartz, fundador da ordem dos Calasantinos, recebeu ali uma graça notável. Corria o ano de 1907 quando ele foi rezar junto à imagem milagrosa, suplicando-lhe o atendimento de um grande anseio. Desejava comprar, em Viena, uma casa apropriada à sua comunidade nascente, mas faltavam-lhe recursos.

Terminando a celebração de uma Missa solene na histórica capela, foi para a sacristia. Uma senhora de grande distinção veio até ele, e disse ter recebido, em oração junto à imagem, a inspiração de auxiliar os Calasantinos.

"Como posso ajudá-lo?", perguntou ao Pe. Schwartz. Ao que ele respondeu: "A senhora certamente não me pode ajudar, pois necessito nada menos que 150.000 Coroas". Ao que ela respondeu: "Está bem. O senhor terá a quantia desejada!". Ela manteve a promessa. Em agradecimento pelo atendimento extraordinário do pedido, a casa comprada recebeu o nome de "Casa da Imaculada".

Um ruidoso exorcismo, feito em 1370, é lembrado por um quadro posto na basílica e por figuras sobre o portal principal. Ele consta como sendo o primeiro grande milagre. Tratava-se de uma mãe que, tendo matado seu filho, tornara-se possessa.

Luta contra o comunismo

Quando o Padre Petrus Pavlicek fundou a Cruzada do Rosário e da Reparação, pedindo a libertação da Áustria do jugo comunista, foi em torno de Mariazell que ele reagrupou seus fiéis.

Sua Cruzada teve um resultado inteiramente milagroso. Os russos deixaram o país pouco depois, em 1954 (vide artigo em Catolicismo de maio/1998).

O grande Cardeal Mindszenty, arcebispo príncipe e primaz da Hungria, perseguido pelo regime comunista e verdadeiro mártir de nosso tempo, desejou ser enterrado em Mariazell, e de fato teve lá sua primeira sepultura, em 1975, atualmente muito visitada.

Nestes tempos de impiedade, o fluxo dos peregrinos não é mais como nos tempos da monarquia austro-húngara.

Mas incontáveis são os que ainda para lá se dirigem a pé, solitários ou em família. Há peregrinações femininas, estudantis, de motociclistas, de diferentes paróquias, e muitas outras.

Até mesmo — o que faz parte da confusão de nossos dias — uma ministra socialista foi a pé, pagando promessa. Principal santuário da Europa Central, Mariazell recebe anualmente um milhão de visitantes, peregrinos em sua maioria.

A atmosfera desse lugar santo, propícia ao contato com Nossa Senhora, é certamente devida à influência dos beneditinos, constante através dos séculos, desde os dias de sua fundação. No recolhido silêncio, sente-se que a Senhora dos Corações tem muito a dizer às almas. Cada um sente-se olhado por Ela. Ela nos vê, ouve, socorre.

A Festa de Nossa Senhora de Mariazell é celebrada no dia 13 de setembro de cada ano. Celebrações especiais também ocorrem em Mariazell no dia 15 de agosto (Festa da Assunção de Nossa Senhora) e no dia 8 de setembro (Natividade de Nossa Senhora).



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domingo, 3 de julho de 2016

A Ladainha Lauretana

Nossa Senhora de Loreto, imagem venerada na Santa Casa, na Basílica de Loreto, Itália
Nossa Senhora de Loreto, imagem venerada na Santa Casa,
na Basílica de Loreto, Itália.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A palavra ladainha é grega em sua origem, e significa uma súplica séria e cordial. [...]

Santo Irineu, discípulo de São Policarpo, testemunha que as ladainhas já estavam em uso em seu tempo, e as denomina uma súplica.

Santo Ambrósio faz retroceder sua origem aos tempos apostólicos e corrobora sua opinião com a autoridade de São Paulo escrevendo a Timóteo (I, 2-1):

Conjuro-vos antes de tudo que se façam súplicas, orações, petições e ações de graças por todos os homens. Isto era sancionar as ladainhas e exortar vivamente a recitá-las. [...]

A história não nos dá certeza alguma quanto ao autor das ladainhas. Podemos dizer que são mais antigas que o mais antigo dos autores, porque pretendemos que Deus mesmo é seu autor.

* * *

Os frutos e a utilidade das ladainhas na Igreja de Deus são inumeráveis. Serviram para destruir os males da alma e do corpo; para fazer cessar as chuvas demasiado abundantes, as tormentas, os terremotos; para livrar da fome e da seca, da guerra, dos assédios; para obter a abundância dos frutos da terra; para apartar outros vários males e para alcançar numerosos benefícios. [...]

“Entende-se por ladainha uma fórmula santa de orações dirigidas a Deus por meio da invocação dos santos.

Antes de tudo, roga-se a Deus e à Santíssima Trindade, como Autor e Pai das misericórdias.

Pede-se em seguida, muito especialmente, a intercessão da Virgem.

Depois, como nas ladainhas dos Santos, suplica-se a todos, nominalmente ou em geral, que roguem por nós”.

Se me perguntais por que foi consagrada especialmente uma ladainha à Santa Mãe de Deus, e por que a enriqueceram com privilégios, responder-vos-ei que isto foi, primeiro, por causa da dignidade especial da Mãe de Deus; segundo, por causa do amor especial da Igreja para com Ela; terceiro, por causa de seu favor e patrocínio, também especiais; e, quarto, para excitar maior devoção aos fiéis. [...]

Com efeito, se bem que os ouvidos dos santos estejam abertos sempre para todos os desgraçados, a Bem-aventurada Virgem nos é mais especialmente propícia, como mais próxima de Deus, a fonte do amor; primeira em dignidade, superior em méritos e, sob todos aspectos, mais amável.

É, pois, mui digno e mui justo que a honremos com um culto especial e com uma devoção maior, como à Patrona de uma dignidade e de um poder também maiores.

Interior da Santa Casa onde aconteceu a Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo.
Interior da Santa Casa onde aconteceu a Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo.

A ladainha da Bem-aventurada Virgem Maria é comumente cantada em todas as igrejas, e sem embargo, mas é conhecida como lauretana em lembrança da igreja de Loreto.

A causa está em que a Santa Casa de Loreto sobrepujou todas as basílicas construídas em honra da Mãe de Deus, não só na Itália, como também nos demais locais. Nenhuma, no universo, é mais augusta, mais antiga, mais santa ou mais célebre. [...]

Esta augusta Casa, em que habitou a Santíssima Virgem, Mãe de Deus, permaneceu em Nazaré até o ano de 1291.

Quando os cristãos foram expulsos da Síria e a cidade de Trípoli destruída, os habitantes do país e os estrangeiros deixaram de render à santa Casa as homenagens que lhe eram devidas; então ela foi arrancada de seus fundamentos, pelo ministério dos Anjos, e transportada através das terras e dos mares, da Galiléia à Dalmácia; atravessando assim uma distância de dois milhões de passos, foi depositada em uma montanha que separa as cidades de Tersat e Fiume.

Quatro anos depois, a Itália recebeu uma honra inestimável, que foi uma mostra brilhante da proteção divina: a Santa Casa de Nazaré foi transportada da Dalmácia à Itália.



* * *

A ladainha da Santíssima Virgem contém três categorias de louvores. Primeiro, invoca-se e louva-se o nome de Maria: Santa Maria.

Em segundo lugar, recordam-se sua missão e seu título de Mãe de Deus, suas virtudes, suas nobres qualidades e seus benefícios; e isto de duas maneiras: por palavras próprias e sob a imagem das metáforas.

Loreto entrada da Basílica que custodia a Casa da Sagrada Família.
Loreto: entrada da Basílica que custodia a Casa da Sagrada Família.
Pelas palavras próprias, a missão e o título de Maria, suas qualidades e suas virtudes, são celebrados nestes termos: Santa Mãe de Deus, Santa virgem das virgens, Mãe de Cristo, Mãe da divina graça, Mãe puríssima, Mãe castíssima, sempre Virgem Mãe, Mãe imaculada, Mãe amável, Mãe admirável, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, Virgem prudentíssima, Virgem venerável, Virgem digna de todo louvor, Virgem poderosa, Virgem clemente, Virgem fiel.

Sob a imagem das metáforas, Ela é louvada nestes termos: Espelho de justiça, Trono de sabedoria, Causa de nossa alegria, Vaso cheio dos dons do Espírito Santo, Vaso de honra, Vaso insigne de devoção, Rosa mística, Torre de David, Torre de marfim, Casa de ouro, Arca da aliança, Porta do Céu, Estrela da manhã.

Os benefícios para sempre memoráveis de Maria são assim celebrados: Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consolo dos aflitos, Auxílio dos cristãos.

Em terceiro lugar, a grandeza da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada com os títulos de Rainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha das Virgens, Rainha de todos os Santos.

A Ladainha de Loreto é um breviário e resumo engenhosíssimo dos títulos e glórias da Rainha dos céus.




(Autor: P. Justino de Miechow, O.P. (1594-1640), Excertos de Conferencias sobre las Letanías de la Santíssima Virgem, Madrid, 1881, tomo I, pp. 5 e ss.)


LITANIAE LAURETANAE
(em latim)

V. Kyrie eléison.
     Chríste eléison.
R. Kyrie eléison.
V. Chríste, áudi nos.
R. Chríste, exaudi nos.
Páter de caélis, Deus – Miserére nobis.
Fili Redémptor mundi, Deus,
Spíritus Sáncte, Deus,
Sáncta Trínitas, unus Deus,




Sáncta Maria – Ora pro nóbis
Sáncta Dei Genitrix,
Sáncta Vírgo vírginum,
Máter Chrísti,
Máter divínae grátiae,
Máter puríssima,
Máter castíssima,
Máter inviolata,
Máter intemeráta,
Máter amábilis,
Máter admirábilis,
Máter boni consílii,
Máter Creatóris,
Máter Salvatóris,
Máter et decor Carméli,
Virgo prudentíssima
Virgo veneranda
Vírgo praedicánda,
Vírgo pótens,
Vírgo clémens,
Vírgo fidélis,
Vírgo flos Carméli,
Spéculum justítiae,
Sédes sapiéntiae,
Causa nostrae laetítiae,
Vas spirituále,
Vas honorábile,
Vas insígne devotiónis,
Rosa mystica,
Turris Davídica,
Turris ebúrnea,
Domus áurea,
Foéderis arca,
Jánua coéli,
Stella matutína,
Salus infirmórum,
Refúgium peccatórum,
Consolátrix afflictórum,
Auxílium christianórum,
Patróna carmelitárum,
Regína angelórum,
Regína patriarchárum,
Regína prophetárum,
Regína apostolórum,
Regína mártyrum,
Regína confessórum,
Regína vírginum,
Regína sanctórum ómnium,
Regína sine labe origináli concépta,
Regína in coélum assúmpta,
Regína sacratíssimi Rosárii,
Regina pacis,
Spes ómnium carmelitárum,

V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
R. Parce nobis, Dómine.
V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
R. Exáudi nos, Dómine.
V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
R. Miserére nobis.

V. Ora pro nóbis, Sáncta Dei Génitrix,
R. Ut digni efficiámur promissiónibus Chrísti.

Oremus: Concede nos fámulos túos, quaésumus, Dómine Deus, perpétua mentis et córporis sanitáte gaudére: et gloriosa Beátae Maríae semper Vírginis intercessióne, a praesénte liberári tristítia, et aetérna pérfrui laetítia. Per Christum Dóminum nóstrum. Amen.


LADAINHA LAURETANA
(em português)

Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos
Pai celeste que sois Deus – Tende piedade de nós
Filho, redentor do mundo, que sois Deus – Tende piedade de nós
Espírito Santo, que sois Deus – Tende piedade de nós
Santíssima Trindade, que sois um só Deus – Tende piedade de nós

Santa Maria – Rogai por nós
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Mãe e decoro do Carmelo
Virgem prudentíssima
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Virgem flor do Carmelo,
Espelho de justiça,
Sede da sabedoria,
Causa de nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Padroeira dos carmelitas,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao Céu,
Rainha do santo Rosário,
Rainha da paz,
Esperança de todos os carmelitas,

V. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo
R. Perdoai-nos Senhor.
V. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo
R. Ouvi-nos, Senhor.
V. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo.
R. Tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Senhor Deus, nós vos suplicamos que concedais a vossos servos lograr perpétua saúde de alma e corpo; e que pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.





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